Há algumas semanas todo o time da StepU marcou presença no maior evento do setor de Recursos Humanos da América Latina, a 48ª edição do CONARH.

 

Fomos profundamente impactados e tivemos nossa visão ampliada através das mais de 30 palestras sobre tendências como  metaverso, ESG, empresas humanizadas, cenários econômicos globais e futuros, liderança e educação.

Saímos de lá ansiosos para compartilhar um pouco do conteúdo absorvido, e foi daí que trouxemos este artigo, um resumo das 5 principais tendências de Recursos Humanos para a sua gestão priorizar este ano (e ter mais resultados tanto financeiros quanto com os colaboradores). São elas:

1 Employee Experience

Diferentes ambientes de trabalho inspiram diferentes valores e manter a cultura organizacional já é por si só um desafio. Além disso, com a pandemia, o trabalho ocupou um espaço que antes era reservado apenas à vida pessoal.  Isso fez com que muitos colaboradores do home office e do modelo híbrido enfrentassem dificuldades para estabelecer limites entre pessoal e profissional.

Vivemos a Era da experiência do empregado, onde empresas devem priorizar processos diferenciados para o ambiente híbrido que engloba, entre outros aspectos, o processo de seleção e onboarding, estratégias de bem-estar e saúde mental, objetivos claros de trabalho e performance, remuneração, comunicação interna e desenvolvimento de talentos, por exemplo. 

Se você quer aumentar o índice de engajamento e expandir os resultados obtidos na sua gestão, deve começar já a se preocupar com a saúde completa dos colaboradores e como eles estão se adaptando ao novo cenário.

2 Futuro do Trabalho

Se até então vivenciávamos um mundo VUCA (em português: Volátil; Incerto; Complexo e Ambíguo), com a pandemia da Covid-19, que deu uma nova “balançada” em todo o planeta, fomos apresentados a um conceito inteiramente novo: o mundo BANI.

Agora, mesmo com a situação um pouco mais controlada, os reflexos da pandemia seguem em nossas vidas. O uso das novas tecnologias, que foi muito impulsionada, inclusive no meio acadêmico, seguirá como tendência em alta.

Para alguns historiadores, como Lilia Schawarcz, foi a Covid-19 que marcou realmente a entrada do mundo no século XXI. Em entrevista à CNN, a historiadora declarou que o novo coronavírus alterou o curso da história da humanidade e a forma como compreendemos o momento atual.

Foi assim que começou a surgir o conceito representado pelo acrônimo BANI: Brittle (frágil), Anxious (ansioso), Nonlinear (não-linear) e Incomprehensible (incompreensível). A questão agora é saber como lidar com este novo cenário e realizar a gestão de pessoas de modo eficaz. Resumimos 9 tendências apresentadas pós-pandemia para o futuro do trabalho:

  1. Mais funcionários trabalhando remotamente;
  2. Maior uso de dados de funcionários;
  3. Maior papel do empregador como uma rede de segurança social;
  4. Uso mais amplo de trabalhadores temporários;
  5. Boa formação acadêmica e habilidades Técnicas não são mais sinônimos de sucesso;
  6. Alguns funcionários consideram o trabalho mais humanizador na crise; outros acham isso desumano;
  7. A resposta à crise distingue os diferentes níveis dos funcionários;
  8. As organizações priorizam a resiliência tanto quanto eficiência;
  9. A crise aumenta a complexidade organizacional, exigindo design, cultura e proposição de valor;

3 Diversidade & Inclusão (D&I) e força na liderança

Segundo pesquisa feita pela Gartner com líderes de RH, menos da metade das empresas entrevistadas dizem ter plena confiança em seus gestores para lidar bem com situações de crise.  Essa confiança é prejudicada, principalmente, pela falta de diversidade nos cargos mais altos.

Priorizar políticas de diversidade e inclusão nunca se fez tão necessário e estratégico. Quase metade (45%) dos(as) executivos(as) nos EUA usam ou estão considerando usar as métricas de D&I em seus planos de incentivo. Ainda assim, apenas 16% estão levando em consideração o impacto da transformação vista a partir de 2020, ou dos planos de redimensionamento em vários grupos minoritários, e apenas 15% estão considerando o impacto da pandemia nessas populações.

Quando programas de diversidade falham, isto se acontece geralmente porque as empresas investiram em soluções desalinhadas  ou medidas paliativas, usadas no lugar de estratégias mais coerentes ou intervenções amplas. Uma alteração significativa de cultura requer comprometimento da liderança sênior — e supervisão para garantir que as ações concretas sigam esse comprometimento.

Além dos investimentos em treinamento e capacitação destes novos líderes, programas internos de mentoria e lifelong learning são comprovadamente uma ferramenta eficiente para preparar os líderes do amanhã e garantir a diversidade dos altos escalões.

Empresas com estes programas apresentam 2 vezes mais eficiência em melhorar a inclusão organizacional e 3,4 vezes mais chances de apresentar melhores oportunidades de trabalho e mobilidade de talentos, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Recursos Humanos.

4 Gestão da mudança e novo design das organizações

Até aqui, durante boa parte da sua vida profissional você saiu de casa e se dirigiu ao seu local de trabalho, certo?

 Lá, você conversava com outros colaboradores, solicitava/montava relatórios, parava para tomar um cafezinho da tarde, e dava/recebia feedbacks. Agora, cada um de suas casas, ou em ambientes híbridos, as relações trabalhistas mudaram e redesenhar o fluxo de trabalho é prioridade. Isso porque permite que os colaboradores sigam engajados,  mais responsivos e mais adaptáveis à mudança. 

Para fazer isso, é importante solucionar alguns gargalos de eficiência remota, como: dificuldade de alinhamento, times sobrecarregados, recursos presos e processos excessivamente rígidos.

5 Desenvolver soft skills 

Treinamento e capacitação sempre foram parte essencial da gestão de Recursos Humanos. Em 2021 esse assunto passou para o topo da lista, com 68% dos líderes de RH classificando o tema como prioridade. Deles, 33% dizem não saber como integrar eficientemente o aprendizado na rotina de trabalho e 31% estão com dificuldades em criar soluções de desenvolvimento com a rapidez que o cenário atual exige.

Apesar de a otimização de custos também ser uma meta importante frente ao cenário global, investir em soluções online de aprendizado pode ser uma excelente saída. 

Agora, se você procura recolocação profissional, saiba que somente boa formação acadêmica, experiência e habilidades técnicas podem não te garantir um bom cargo e o almejado sucesso. 

Uma pesquisa realizada pelo palestrante e escritor best-seller Andrea Iorio junto a 264 RHs de empresas com mais de 500 colaboradores no Brasil, indicou que para 93% dos pesquisados, é melhor o candidato ter soft skills, mesmo sem conhecimento técnico suficiente, do que o contrário.

Estudar e se preparar é a melhor maneira para lidar com as tendências de RH nos negócios. Esperamos que este conteúdo tenha ajudado você a priorizar estratégias e soluções práticas.

Continue contando com a StepU!


Imprimir