Provavelmente você já se deve ter visto na situação de chegar ao início da tarde afirmando:

Por Susana Azevedo

”Passei a manhã apagando incêndios e fazendo retrabalhos para a equipe e só agora vou trabalhar no que são as minhas responsabilidades, vou ter que ficar até às 21h ou 22h mais uma vez! A minha equipe não anda sozinha, precisa sempre de mim, estou sempre correndo atrás do prejuízo!”.

Esta é uma situação muito mais comum do que se poderia pensar! No meu trabalho como coach executiva, mais da metade dos gestores e líderes se vê em frente a este problema em algum momento da sua vida.

Mas o que realmente está por trás deste discurso?

Como podemos aumentar a probabilidade de sucesso, para ter uma equipe preparada, comprometida e proativa, que entregue resultados de forma autônoma e consistente, em um ambiente corporativo altamente competitivo, complexo e em constante mudança?
Este é um “sonho” nas palavras de alguns líderes. No entanto, tem vários líderes que sim, conseguem atingir esse dito “sonho”, não por milagre, nem sorte, e sim, por dedicação intencional e consciente e sobretudo por rever as suas crenças e modelos mentais quanto ao que é o seu papel.

Antigamente tínhamos um modelo de organização e sociedade, que era autoritário, do tipo “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Cada área da empresa quase trabalhava sozinha, de acordo com as ordens de um chefe, as responsabilidades eram claras e as mesmas, o ambiente era menos competitivo, menos global, menos conectado e a tecnologia existia quando muito nos processos produtivos. Era mais simples!

Hoje a sociedade e as organizações evoluíram para modelos muito mais complexos, voláteis e conectados e de alguma forma de tomada de decisão descentralizada. Este “mundo novo” exige que o líder reveja o seu papel e a forma como gerencia e lidera as pessoas das suas equipes, nomeadamente que não é possível controlar tudo. O líder não tem um “S” por baixo da sua camisa, não é super-homem ou mulher maravilha, para conseguir fazer tudo sozinho ou à sua maneira.

Neste ambiente o líder necessita de perceber que tem que balancear duas responsabilidades:

1) A entrega de resultados e cumprimento de processos

2) O desenvolvimento das equipes e sustentabilidade do negócio

A dificuldade é que um alimenta o outro, ou seja, não é possível só se dedicar uma dessas responsabilidades.

A principal crença associada a este modelo mental é de que o líder entrega os resultados a partir das pessoas. O seu sucesso vai vir do sucesso da sua equipe. Se quer ter os melhores resultados, de forma mais eficaz e eficiente, necessita de ter a melhor equipe de pessoas. Para isso precisa revisitar as suas prioridades, como gerencia o seu tempo e principalmente aprender habilidades que lhe permitam desenvolver as pessoas da sua equipe para serem essas melhores pessoas possíveis!

A abordagem mais eficaz e eficiente que temos visto para apoiar a liderança nesta caminhada é a abordagem “coach”.

“Em que consiste essa abordagem?”, você estará se perguntando. Consiste em ver como uma prioridade o desenvolvimento da sua equipe e aí investir estrategicamente e intencionalmente parte do tempo da sua agenda promovendo o desenvolvimento dessas pessoas, primeiro para que consigam executar as funções para as quais foram contratadas e depois para seu crescimento profissional.

O primeiro conceito que está por trás da abordagem “coach”, é de que o líder deve acreditar, tal como um pai ou mãe para com os seus filhos, que o seu papel é educar e apoiar a sua equipe a se tornarem “adultos” e não criar um processo de dependência da sua equipe.

No seguimento desse conceito o líder deve entender que o seu papel não é de dar todas as respostas, mas sim fazer mais perguntas e expôr de forma consciente e intencional a equipe a situações “de aprendizagem e desafiadoras”, que façam as pessoas pensar e desenvolver as suas próprias respostas e com isso crescer.

Então, como você tem lidado com esta questão?

Convido você a observar e refletir quanto você tem contribuído para a sua equipe “depender” tanto de você.

Quanto você tem “desapegado” da operação, do dia a dia, para, de forma estratégica e intencional, promover o desenvolvimento das suas pessoas? Enfim, quanto você tem também dedicado para desenvolver em você mesmo as habilidades de um líder que desenvolve pessoas para resultados?

Venha ser o exemplo para a sua equipe, venha aprender as habilidades de um líder de alta performance! Para ter uma equipe de alta performance!

Conheça nossos Autores

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Susana Azevedo
É sócia-proprietária da ns2a, baseada em São Paulo, Brasil, Susana oferece coaching executivo e programas de desenvolvimento de liderança e gestão para executivos, times e grupos na América Latina, América do Norte e Europa.
Susana AzevedoCoach Executiva, Facilitadora International e CEO da NS2A

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