Com a mudança dos modelos de negócios e da indústria nos últimos anos, o RH se tornou o foco principal para a maioria das organizações, independente da área de atuação ou porte.

 

Isso porque já está bastante claro para qualquer empresário que as pessoas são o ativo mais importante de suas organizações, e mais: elas têm o poder de influenciar substancialmente tanto para seu crescimento e sucesso quanto para estagnação e fracasso.

Cresce o reconhecimento da importância do setor, crescem também as dificuldades. Por isso, hoje a StepU compilou os 5 principais desafios que o RH deve enfrentar nos próximos anos, com base em tudo o que aprendemos na última edição do CONARH, realizada em abril deste ano.

Remuneração e benefícios: indo além do financeiro

Com a competição acirrada no mundo corporativo, está se tornando cada vez mais difícil para as empresas (especialmente as pequenas e médias) acompanhar a remuneração e os benefícios oferecidos por grandes organizações. Isso faz com que o recrutamento e a retenção de talentos se tornem ainda mais desafiadores. 

A solução está em ir além do financeiro,  e das estruturas de remuneração que atendem aos padrões do setor. É muito importante que as organizações ofereçam também outros benefícios atraentes. 

Uma forma de garantir o retorno do investimento é oferecer componentes variáveis e baseados no desempenho para a remuneração do funcionário, mantendo assim um controle sobre a recompensa vinculada ao desempenho. Um forte programa de recompensa e reconhecimento também serve como uma boa motivação e atração para o desempenho.

Recrutar e reter talentos (competindo com os grandes)

Ainda sobre a disparidade na competição por talentos entre pequenas e médias empresas, em relação às grandes do mercado, é preciso lembrar que o desafio não se limita ao recrutamento, mas vai além com a  retenção dos colaboradores e a oferta de benefícios, exposição, oportunidades e ambiente de trabalho corretos. 

Solução? Desenvolva uma marca forte, porque ela desempenha um papel crucial em atrair bons talentos para a sua organização. Use a seu favor o impacto das mídias sociais e plataformas como Google, para construir uma presença de marca forte e positiva nessas plataformas, porque seus funcionários em potencial têm acesso ao que é publicado.

Ser ativo em atividades de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) também é uma boa estratégia. Elas não são obrigações, mas um privilégio para muitos empregadores em retribuir à sociedade. Isso ajuda passivamente a definir uma plataforma emocional para o vínculo empregado-empregador em potencial.

Adaptação cultural

Hoje vemos muitos processos de recrutamento acelerados, devido à necessidade crescente de colaboradores. Com isso,  as avaliações de adequação ao trabalho e à cultura estão sendo restritas a algumas rodadas ou horas de discussão, reuniões e entrevistas.

Embora possa ser uma vantagem para acelerar seu processo de seleção, existe sempre o risco de mapeamento incorreto ou impreciso das habilidades comportamentais de um candidato para o cargo e a cultura da organização. Isso está levando a taxas de desistência e turnover mais altas e menor tempo médio de permanência de funcionários nas organizações.

Para solucionar este desafio, a primeira e mais importante etapa é a triagem precisa e eficaz dos candidatos. É importante para uma organização, antes de mais nada, ter clareza sobre o que exatamente ela precisa em um candidato para um determinado perfil; identificar fóruns / sites frequentados por pessoas que atendem à maioria desses requisitos; e postar suas vagas de emprego lá.

Outra excelente estratégia é ter períodos de experiência ou acordos contratuais para as funções. Isso garante que o candidato e a organização tenham tempo suficiente para avaliar a adequação e o acordo mútuo.

Diversidade & Inclusão

Embora ter uma boa proporção de diversidade seja uma vantagem para uma organização e seja uma boa coisa para se orgulhar, de uma perspectiva de RH, as organizações enfrentam desafios para gerenciar essa diversidade em idade, gênero, nacionalidade, etnia etc.

Dados da Pesquisa Global de Benefícios Inclusivos de 2021 da Mercer Marsh, mostram que apenas 2% de 634 empresas adotam atualmente práticas de benefícios inclusivos com uma abordagem inovadora e disruptiva. Mais da metade (58%) das empresas continuam em um processo mais passivo, contando com práticas locais ou desenvolvendo benefícios inclusivos sob estratégias globais desiguais.

Solução: para resolver os conflitos decorrentes dessa diversidade, é importante sensibilizar todos os funcionários para as culturas das diferentes pessoas com quem trabalham. A orientação cultural como parte do processo de integração é o primeiro passo na direção correta. Você também deve:

  • Escutar seus funcionários de maneira ativa;
  • Ressaltar a riqueza do aprendizado mútuo e a união;
  • Responsabilizar as lideranças por dar o exemplo em relação às políticas de Diversidade & Inclusão.
Aprendizado contínuo e sucessão no alto escalão

Upskilling e aprendizagem contínua são cruciais para o crescimento e sucesso de um colaborador em qualquer empresa. 

De acordo com estudo realizado pelo palestrante e escritor best-seller Andrea Iorio junto a 264 RHs de empresas com mais de 500 colaboradores no Brasil, indicou que para 93% dos pesquisados, é melhor o candidato ter soft skills, mesmo sem conhecimento técnico suficiente, do que o contrário. Com tamanha necessidade de crescimento e progressão de habilidades técnicas e comportamentais de forma ágil, está se tornando difícil planejar o caminho de sucessão e crescimento para todos os funcionários.

Além disso, ser capaz de criar interesse e atração nos cargos de topo e proporcionar amplas oportunidades é uma grande preocupação para o RH.

Solução: O princípio básico para treinamento e desenvolvimento eficazes é identificar treinamentos relevantes para a função atual ou futura de um colaborador. Além disso, a adoção de uma abordagem prática ao invés de teórica para o treinamento ajuda. Por exemplo, apresentações e PPTs agora são da velha escola. Com o avanço da tecnologia, investir em soluções online e gamificadas de aprendizado é a melhor saída.


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