Seus pensamentos potencializam ou limitam sua performance?

Talvez você já tenha ouvido o termo “mindset”, que significa, em português, “modelo mental”.

Por Lorena Lacerda

O nosso modelo mental é o conjunto das crenças que carregamos ao longo da
vida, aprendidas desde a infância, com nossos pais, familiares e amigos com
os quais convivemos.

Nossas crenças deveriam ser úteis para direcionar nossos pensamentos e ações cotidianas, nos ajudando no alcance dos nossos objetivos de vida, tanto pessoais quanto profissionais.

Porém, a depender que como foram “moldadas”, nossas crenças podem estar fazendo exatamente o oposto: limitando nossa performance na vida de forma geral.

Vou citar três exemplos muito comuns e te convidar para refletir e reconhecer se você carrega algum deles em seu modelo mental, de forma a perceber como eles podem estar impactando sua vida e sua performance.

1.

Crença 1: “É muita areia pro meu caminhãozinho”

Um profissional que possui esta crença vai demonstrar pouca autoconfiança e ambição.

E a autoconfiança significa acreditar em sua capacidade de realizar, sendo fundamental para aceitar novos desafios, aprender novos conhecimentos, desenvolver novas competências.

Além disso, sem ambição a pessoa se contenta com pouco, perdendo a oportunidade de usufruiu de uma vida de muito mais qualidade para si e para sua família.

Sempre que perceber esta crença presente em seus pensamentos, repita mentalmente: eu sou capaz e merecedor, basta eu querer e me dedicar que eu conseguirei aprender, realizar e conquistar.

2.

Crença 2: “O sucesso só se consegue com trabalho árduo”.

Quando acreditamos neste mito, tão repetidamente pregado no mundo dos negócios, tendemos a trabalhar cada vez mais intensivamente, horas e horas a fio, muito além do que seria saudável.

Esta crença nos impede de trabalhar de forma inteligente, aprendendo a delegar, a negociar, a priorizar, a dizer não, a manter o foco naquilo que é relevante para nossas metas e objetivos.

Trabalhar arduamente de forma rotineira, não te levará a nenhum lugar diferente do que você está hoje.

Provavelmente será sua “prisão” no modelo de vida que você tem, não importa qual o tipo de trabalho desempenha.

Se você possui essa crença, de que somente trabalhando arduamente alguém consegue sucesso profissional, comece a questioná-la, experimentando novos hábitos de performance.

Cheque como é possível trabalhar menos horas e ser muito mais produtivo, através de planejamento, priorização e foco.

3.

Crença 3: “Se elogiar estraga”

Quantos de nós cresceu ouvindo os pais dizerem que “não fizemos mais do que nossa obrigação em tirar boas notas na escola”?

Com a melhor das intenções, nossos pais, sem terem ideia do impacto, transmitiram a nós aquilo que eles aprenderam: por mais que nos esforcemos nunca seremos bons o suficiente.

A mente humana necessita de reforço positivo, principalmente durante a infância e adolescência.

É assim que construímos a nossa autoestima, base para a autoconfiança e para relacionamentos saudáveis na vida adulta.

Com uma sensação frequente e inconsciente de “não ser bom o suficiente”, tendemos a adiar decisões que precisam ser tomadas, pelo medo de lidar com a frustração e demonstrar nossas fraquezas.

Se você percebe que se sente assim, que acredita muito mais no poder do alto nível de exigência e criticidade do que no poder do elogio, está na hora de começar a equilibrar.

4.

Passo 4 – Autoavaliação

Para uma pessoa que quer desenvolver habilidades, é importante sempre estar revendo e melhorando continuamente seu aprendizado.

 A Autoavaliação pressupõe que você faça novas reflexões, novo planejamento e reveja suas prioridades, como um grande ciclo de aprendizado contínuo, para a realização de novas ações consistentes, para novos resultados.

 

Meu convite é que você fique atento e consciente, para observar todo e qualquer pensamento que possa ter e que te impeça de viver uma vida extraordinária.

Eu acredito que você é capaz e merecedor. E você? Em que acredita?


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