Você jamais será bom o suficiente em um trabalho se acreditar que já sabe o suficiente para desenvolvê-lo da melhor maneira possível.

 

Por StepU

Ao nos depararmos com o conceito de Lifelong Learning - aprendizado ao longo da vida em uma simples tradução - nos conectamos à ideia de longevidade profissional, permanência não eletiva na empresa, no mercado. Os textos em alta sobre o assunto, parecem fórmulas mágicas sobre as famosas skills que farão com que você fique bem posicionado em sua empresa, na sua área.

E de todo, esta ideia não está errada, no entanto, é preciso um olhar atento para que um conceito tão complexo e importante não seja reduzido às dicas genéricas sobre gestão de carreira.

Lifelong Learning por obrigação ou modismo?

Reduzir o "aprendizado ao longo da vida" aos cursos que o mercado ou a empresa exigem, está na contramão da mudança de perspectiva que o conceito propõe. Seguir pelo viés da obrigatoriedade do aprendizado seria apenas um espelhamento da educação formal. Transformando pontos positivos e notas altas em promoções e elogios das lideranças. O professor de ontem se desdobra no chefe e seguimos fazendo o que algo ou alguém nos impõe a fazer. - Contínuo, voluntário e agradável!

Para nos sintonizarmos de fato com o Lifelong Learning é preciso desconectar o entendimento de aprendizado de uma disciplina compensatória e imediatista. Do tipo: eu aprendo (eu faço o curso X) e isso me garante a promoção Y.

É PRECISO INVERTER A CHAVE DA OBRIGAÇÃO PARA O PRIVILÉGIO, PARA OPORTUNIDADE E PARA O PRAZER!

Ainda que o aprendizado em diversas vezes nos demande disciplina e organização, o Lifelong Learning está muito mais "entusiasmado" com a paisagem do caminho e não somente com o destino. E é óbvio que não há aqui um antagonismo à educação formal, e sim uma compreensão de que ela, e a forma ocidental com que encaramos a educação tradicional, é apenas um recorte de nossas formações enquanto indivíduos e consequentemente de nossas qualificações enquanto profissionais.

As soft skills, tão requisitadas no mercado e tão em alta nos processos seletivos e nos treinamentos das empresas, estão muito mais próximas da compreensão e da prática do Lifelong Learning, do que da qualificação (essencial e ainda oportuna) vinda por meio de um diploma.

Lifelong Learning: do indivíduo ao coletivo.

Tendo em mãos esta percepção de que o conceito não é sobre o que mercado espera do indivíduo, e sim as experiências de aprendizado em que ele se insere, é preciso compreender que o papel de uma empresa ao buscar se alinhar ao Lifelong Learning não é de imposição e sim de estímulo e oportunidade. Muito mais do que a escolha dos melhores cursos para o seu time, o melhor plano de carreira e bonificações (importantes) imediatas, tem de existir uma mudança na cultura da empresa.

Não se pode esperar que seus colaboradores "nunca parem de aprender" se a noção de aprendizado deles e da empresa estabelece projeções de educação, de treinamento, somente ligadas a objetivos limitados. O Lifelong Learning é uma mentalidade, um estilo de vida, uma perspectiva de aprendizado, não uma técnica para seus funcionários aumentarem os lucros e a produtividade.

E se estamos de fato buscando o aprendizado contínuo para nossos colaboradores é preciso entender que ele não termina na próxima reunião, não se consagra no próximo contrato fechado. Lifelong Learning é o caminho de quem segue olhando a estrada, e aprende com ela, independentemente de onde já se chegou ou quer estar.

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